Capital de Giro: Saiba como controlar e calcular


Capital de Giro
O bom controle do Capital de Giro do seu negócio é essencial para uma boa saúde financeira!

Os empresários do Empório Sartori foram ao programa de TV Shark Tank Brasil, exibido às quintas-feiras às 21h no Canal Sony, em busca de capital de giro para sua empresa. Você entende exatamente o que isso quer dizer?

É mais do que óbvio para cada empresário que o bom funcionamento de qualquer empresa está diretamente ligado ao seu bem-estar fiscal. Se as finanças não estiverem em dia, seus investimentos a médio e longo prazo provavelmente serão afetados, a empresa poderá entrar em déficit, o empréstimo bancário provavelmente será necessário e, no final, a empresa será obrigada a fechar a portas. No entanto, o que nem todo empreendedor entende é o peso que o capital de giro tem sobre essa equação.

Investir conscientemente nesta fonte garante um bom fluxo de caixa e também a operação duradoura do negócio. Deseja compreender melhor o que é capital de giro e por que ele é tão essencial para sua organização?

O que é e para que serve?

Capital de giro (ou recursos correntes) é a soma de dinheiro que a organização tem para pagar e manter seus custos diários de trabalho – montante esse que é consequência da diferença entre o dinheiro que você pode ter disponível e o dinheiro que você deve -, sejam elas fixas ou os custos necessários para a criação, comercialização ou prestação de serviço. Ele diz respeito a uma reserva de fontes de recuperação rápida, destinada a sustentar as necessidades da gestão fiscal do negócio ao longo do tempo. Essas fontes são dedicadas a contas a receber, no estoque, no caixa ou na conta corrente bancária e  influenciam no capital de giro (como iremos observar abaixo).

O capital de giro difere dos chamados fundos fixos ou permanentes, que é o investimento para a compra de imóveis, instalações, máquinas, matérias primas e equipamentos (itens do ativo imobilizado), essenciais para iniciar o processo “físico” da organização.

Quais os riscos de uma má gestão do capital de giro?

Freqüentemente, quando o empresário realiza uma gestão ineficaz do capital de giro e uma preparação financeira incorreta, ele acaba “apelando” ao sistema bancário para cobrir as dívidas de sua empresa, através do acesso ao crédito e do financiamento. Mas, usando esta estratégia em um cenário de crise, o empresário tem uma tendência para negociar a partir de uma posição inteiramente desfavorável, tendo que concordar em condições e contratos contrários, que mais adiante endividará a empresa e comprometem suas finanças.

Como evitar capital de giro insuficiente?

Felizmente, você encontrará estratégias simples para evitar a insuficiência do capital de giro e garantir a liquidez da sua empresa. Neste procedimento, é vital ter uma gestão aparente sobre os inadimplentes, executar a adequação e documentação de todos os procedimentos financeiros da organização, renegociar dívidas para o prazo estendido, ter o conhecimento total de todos os rendimentos e também a rotina financeira (o período entre o pagamento aos fornecedores e a recepção das vendas – este artigo é muito bom para saber o cálculo) e manter uma política de redução de custos e despesas.

Como calculá-lo?

Lembra que dissemos acima que o caixa, o inventário, as conta a receber, bem como a conta bancária do microempreendedor são a influência atual do cálculo do capital de giro? Você vai saber como agora, começando com todas as contas a receber, que seria o resultado da receita do período – estes em que o consumidor escolhe sua mercadoria e paga-lhe depois. Quanto maior for o prazo de pagamento oferecido por você, bem como a quantidade de parcelas feitos desta forma, mais recursos sua empresa precisará para cobrir as contas a receber enquanto esse dinheiro não cai no faturamento.

Quanto ao inventário, as mudanças são necessárias por ele baseado nas demandas do mercado do comprador de seu negócio. Portanto, obtém ajustes de despesas que são contínuos, igualmente nos tipos e variedade de coisas disponíveis. Naturalmente, esta necessidade de investir em mudanças de estoque exige uma grande quantidade de dinheiro da sua empresa. Portanto, é essencial tomar cuidado para não cair sob os 5 pecados da gestão do inventário

O caixa e a conta corrente bancária são muito importantes no cálculo porque são esses que focalizam os recursos financeiros que, na verdade, são acessíveis para o seu negócio. É a eles que o empresário pode recorrer a qualquer momento para honrar suas obrigações e dívidas.

Consequentemente, o capital de giro líquido (CGL) é afetado por cada um desses ativos, a um nível maior ou menor: tempo médio de armazenagem, quantidade e custos das vendas, compras e pagamento das compras. Há grande variação nestes eventos, por isso é aconselhavel que o capital de giro ser monitorado com freqüência para que o empresário não seja pego de surpresa e não tenha resultados desfavoráveis que afetam o negócio. Tenha em mente que o fluxo de caixa é imediatamente conectado a esses fatores.

Existe uma fórmula simples para calcular o capital de giro: CGL = AC – PC. Em que “AC” pertence a ativos correntes (aplicações financeiras, caixa, bancos, contas a receber, entre outras fontes) e PC correspondem a dívidas atuais (contas a pagar, fornecedores, empréstimos…).

Como você pode ver, gerenciar o capital de giro de sua organização significa avaliar o momento atual, os déficits e as economias que sobraram, bem como as reações criadas pela tomada de decisões em relação às vendas, compras e gerenciamento de caixa. Constantemente esteja ciente dessas variáveis, pois uma gestão ineficaz do capital de giro afeta drasticamente o fluxo de caixa da empresa.



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